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Númenos com Presas

20 – Barker Fala: A Entrevista do CCRU com o Professor D. C. Barker

Barker Fala: A Entrevista do CCRU com o Professor D. C. Barker

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Daniel Charles Barker é Professor de Semiótica Anorgânica no Kingsport College (MVU, Mass.) desde 1992. Suas extraordinárias realizações intelectuais resistem à sumarização fácil, envolvendo um engajamento profundo e polímata ao longo de toda a gama das ciências biológicas e da terra, além de pesquisa arqueocultural, semiótica matemática, linguística anatômica e engenharia informática. Treinado como criptógrafo no começo dos anos 1970, ele passou sua vida decodificando manuscritos antigos, resíduos simbióticos e padrões minerais anômalos (entre outras coisas). No final do outono de 1998, o CCRU se encontrou com o Professor Barker em seu escritório no mvu. O que se segue é uma transcrição editada desse encontro.

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19 – KataςoniX

KataςoniX

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Quantos sóis existem?
É assim que corta.
Katarsol faz dois pelo menos.
Erguendo-se Ra-reverso Osíris. Terra-estação.
Quando contam O ou Um-rotula dois.
A como Três-rotula cinco.
As falhas gêmeas do Aosis esmagam algo.
Elas prendem uma entidade alienígena na sistemática solar.
O Sol esquizofrênico tem uma noite interior que lhe mantém unido.
Equador-Solar corta através dele.
Matéria Energia-2 colateraliza através de um Xenopesadelo.
Quando desmorona sobre si. Primeiro Nove. Depois Três. Ainda perde.
Katasônica disputa em reverso do Aosis-nex.
Ex-zoom.
Cruzando prateleiras-Culturais a partir do nível-do-inteiro no Geotempo zero. Através de
[1] Zênite ou Xenopesadelo que é o Agora.
[2] A Gigamáquina Cidadã. Gelo flutua.
[3] Máquinas de Guerra.
[4] Megamáquinas Estatais. monumentos de culto-cobra.
Corta-se em clique-silvo.
Ktsss. Kurtz. Continue reading “19 – KataςoniX”

18 – UmA-==X=cºDA==-zIgººtIcA-(CºzInhAnDº-lAgºstAs-cºm-jAke-e-DInºs)

UmA-==X=cºDA==-zIgººtIcA-(CºzInhAnDº-lAgºstAs-cºm-jAke-e-DInºs)

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17 – Fusão

Fusão

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[[]] A estória começa assim: A Terra é capturada por uma singularidade do tecnocapital, conforme a racionalização renascentista e a navegação oceânica se fixam na decolagem da mercantilização. Acelerar logisticamente a interatividade tecno-econômica esmigalha a ordem social em uma fuga auto-sofisticante das máquinas. Conforme os mercados aprendem a fabricar inteligência, a política se moderniza, atualiza a paranoia e tenta obter controle.

A contagem de corpos escala por entre uma série de guerras-globais. O Commercium Planetário Emergente debulha o Sacro-Império Romano, o Sistema Continental Napoleônico, o Segundo e o Terceiro Reich e a Internacional Soviética, intensificando a desordem mundial através de fases de compressão. A desregulamentação e o estado fazem uma corrida armamentista um contra o outro, adentrando o ciberespaço.

No momento em que a engenharia suave do tempo rasteja para fora da caixa dela e para dentro da sua, a segurança humana está colubrejando para uma crise. Clonagem, transferência lateral de genodados, replicação transversal e ciberótica inundam, em meio a uma escorrência ao sexo bacteriano.

A Neo-China chega do futuro.

Drogas hipersintéticas integram-se ao vudu digital.

Retro-doença.

Nanoespasmo.

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16 – Carne (ou Como Matar Édipo no Ciberespaço)

Carne (ou Como Matar Édipo no Ciberespaço)

Naquele Outono, tudo que a Missão falava era de controle: controle de armas, controle de informação, controle de recursos, controle psico-político, controle populacional, controle da inflação quase sobrenatural, controle do terreno através da Estratégia da Periferia. Mas quando a conversa havia passado, a única coisa que sobrou de pé e parecia verdadeira era o seu sentimento do quão fora de controle as coisas realmente estavam.
MICHAEL HERR[1]

O Heart of Darkness de Conrad se torna Apocalypse Now. Nos primeiros dias do conflito no Vietnã, agentes da cia estabeleceram suas Ops em postos remotos, requisitaram exércitos privados, intimidaram os supersticiosos nativos e alcançaram o status de Deuses brancos. Assim, o contexto do colonialismo do século XIX foi brevemente duplicado. Escrever é sobre isso: viagem no tempo.
WILLIAM BURROUGHS[2]

“Minha carne não vai fazer isso, e eu não consigo fazer funcionar deste lado…”
“Que lado?”
“Online. De dentro do sistema. Eu não estou mais na carne, eu te disse, eu saí da minha caixa.”
PAT CADIGAN[3]

O Anti-Édipo é um indutor antecipadamente montado da repetição da geohistória na hipermídia, um fast feed-forward sistêmico-social através do delírio maquínico. Enquanto rastreia Artaud através do plano, descobre um corpo abstrato cósmico catatônico que tanto repele suas partes (desterritorializando-as [uma das outras]) quanto as atrai (reterritorializando-as [sobre si]), em um processo que reconecta as partes através do deterritório como redes rizomáticas que conduzem à esquizogênese.

O sentido atinge o zero absoluto.

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15 – Anarquitetura do Ciberespaço como Guerra na Selva

Anarquitetura do Ciberespaço como Guerra na Selva

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Continua a guerra. Não faz nenhum sentido.

K codifica a cibernética.

Microculturas-K do lado negro usam a aniquilação do futuro como um espaço de estimulação diretamente conectável, o zero-K deslizando online durante o inverno nuclear virtual, tudo congelado no lugar, exceto ao longo das linhas de falha da franja esfarrapada da nova selva[1] do Pacífico, fervilhadas em guerra contínua.

A transfinitude analógica secciona o continuum intensivo ao longo do plano liso do grau-0: monotons equatoriais do canal-1 condensados a partir de reprises obliteradas em estado de foguete. O zero-K funciona como um módulo sintético de problematização ou produto excedente, adicionando toda uma espaço-potência periférica que não é nada além do que ela faz. Operatividade é tudo. O que é percebido como metáfora e ficção é camuflagem, virotécnica, diferença descendente em escala.

A civilização discretizada do disjuntor de extermínio nuclear passa por entre sonhos-Jesus de gigamorte em números métricos de base analítica: separando entre a semiótica da definição do dígito e a semântica da construção numérica, desconectando a digitalizabilidade da computabilidade, nomeação da numeração. O Império insiste que a matemática continua sendo uma linguagem. Estrias paramétricas totalizam o espaço sob a lei.

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14 – Nenhum Futuro

Nenhum Futuro

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[[ ]] Nenhum Futuro [[1.343.] [[0]]

A lei do pai: ‘não toque sua mãe’.

A lei da mãe: ‘não brinque nas tumbas’.

K codifica cibernética.

Bataille incinera a alma, e é impossível suportar. Ou você morre, ou vai para algum outro lugar. Ou ambos.

Clicar no ícone da guerra-K o leva direto para o inferno. De quatro, chapado, murmurando implorante: ‘deixe-me ser seu animal de laboratório’. Você está perdendo o controle.

Colapse no agora. Tempo-zero.

Você foi despejado em uma colcha de retalhos heterogênea de experimentos criminosos que convergem em formações sociais decapitadas. Este é lugar onde o materialismo baixo intercepta o cyberpunk, FODA-SE O AMANHÃ rabiscado nas paredes.

Cinco velas engrossam o espaço noturno.

A dimensionalidade se deforma.

A modernidade inventou o futuro, mas isso tudo está acabado. Na versão atual, ‘história progressiva’ camufla táticas filogenéticas de pulsão de morte, onda-Kali: acelerando logisticamente a condensação da extinção virtual de espécies. Bem-vindo ao laboratório de matricídio. Você quer tanto que é um grito lento em sua cabeça, deletando-se em êxtase.

Carne queimada pendendo de eletrodos. Um suicídio falhado se fragmenta em impulsos ocultos…

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13 – Hipervírus

Hipervírus

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O que quer que a ultramodernidade coloque sob o domínio dos signos a pós-modernidade subverte com vírus. Conforme a cultura migra para dentro de máquinas-parciais (que carecem de um sistema reprodutivo autônomo), a semiótica desaparece em virotécnica.
0010101011011100101101010101001100100010001010101110100001010110010100101000110010011100100010000000001001111110001001001010101010000100001010100111111001001000100011010010001010010101111000101001000010001110100 Sim Não Sim Não Sim Sim Não mais o que significa? mas como se espalha?

Sem qualquer substância própria ou sentido para além de sua re re re replicação, sim não não nenhum uso do vírus jamais é metafórico. A palavra ‘vírus’ é mais re re vírus.
A cultura pós-moderna re re tagarela vírus vírus vírus vírus vírus vírus vírus vírus vírus vírus 0110001001001011010010010110010010010010010 ‘vírus’ (virodúctil, virogênico, imunossupressor e e ou, meta-, ou ou e ou hiper-) vírus.

10110010010011101100001001001. o hipervírus come o fim da história.

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12 – Ciberrevolução

Ciberrevolução

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ANÁLISE DE NOTÍCIAS [18.30 23:03:07, EDITADA]

Marcia Klein cintila uma dentição perfeita às vid-unidades e começa a falar, combinando gravidade com um sorriso deslumbrante. Imagens ciberatacam rapidamente a tela atrás de sua cabeça falante: vírus, explosões, helicópteros quebrados e nanochips.

– Somente nesta semana, assistimos ao assassinato de um líder clérigo iraniano, um ataque a bomba ao quartel general da polícia antinarcóticos chinesa e, de maneira talvez mais séria, estão chegando relatos de que todo o sistema norte-americano de controle de tráfego aéreo foi fechado, devido a terrorismo computacional, por quase três horas ontem à tarde. As motivações precisas destes crimes, assim como de muitos que os precederam, ainda são obscuras, mas o que os conecta é uma sombria rede global de subversivos interligados pelo nome de uma ideologia nova e assustadora: insurgência-K.”

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